
julho 27, 2009
julho 26, 2009
fiama hasse pais brandão
julho 25, 2009
O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
meu chão , meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro velero
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.
José Régio
julho 23, 2009
julho 22, 2009
fiama hasse pais brandão

Aquele espaço que se repartia
em estreitas ruas ocasionais
depois de o conhecermos
melhor do que os visitantes
e mais do que todas as personagens
era nosso. Sei que havia galáxias
semelhantes. Intensa atracção longínqua
que nos guiava desde o princípio
da vida em que pisávamos
com os pés o empedrado
dessas ruas fantasiosas
do bairro campestre e doméstico.
(fiama hasse pais brandão)
julho 21, 2009
Krugman

Interessante o gráfico de Krugman
sobre a comparação da crise
com e sem intervenção
do Estado no apoio
ao investimento
e ao consumo.
A diferença é explicada aqui,
no blog "O valor das ideias".
Mas continuo perplexo com a incompletude
de análise económico-política
que abstraia da notável
percepção que a queda
da produção traduz
bens e serviços
que ninguém
quer
porque não servem para nada!
Sair da situação de desemprego, sub-emprego,
emprego desqualificado, passa substancialmente
por afectar recursos a produções e a serviços
com interesse, obviamente desejados e procurados.
Por isso, choca-me não conseguir distinguir
se as iniciatvas do plano tecnológico,
da produção de energia renovável,
e da informatização em massa
são deveras impulsionadoras
de desenvolvimento
ou mera propaganda
partidária!
...
julho 20, 2009
julho 19, 2009
La Liberté des Mers
It had to be you
It had to be you
I wandered around
And finally found
Somebody who
Could make me be true
Could make me be blue.
Or even be glad
Just to be sad
Thinking of you.
Some others I've seen,
Might never mean.
Might never be cross,
Or try to be boss,
But they wouldn't do.
For nobody else gave me a thrill,
With all your faults I love you still.
It had to be you, wonderful you,
It had to be you.
julho 18, 2009
fiama hasse pais brandão
julho 17, 2009
Requiem por mim
Aproxima-se o fim.
E tenho pena de acabar assim.
Em vez de natureza consumada,
Ruína humana.
Inválido do corpo
E tolhido da alma.
Morto em todos os orgãos e sentidos.
Longo foi o caminho e desmedidos
Os sonhos que nele tive.
Mas ninguém vive
Contra as leis do destino.
E o destino não quis
Que eu me cumprisse como porfiei,
E caisse de pé, num desafio.
Rio feliz a ir de encontro ao mar
Desaguar,
E, em largo oceano, eternizar
O seu esplendor torrencial de rio.
Miguel Torga, Diário XVI
julho 16, 2009
The shadow of your smile
When you are gone
Will color all my dreams
And light the dawn
Look into my eyes, my love, and see
All the lovely things you are to me
A wistful little star
Was far too high
A tear drop kissed your lips and so did I
Now when I remember spring
All the joy that love can bring
I will be remembering
The shadow of your smile
Now when I remember spring
All the love that joy can bring
I will be remembering
The shadow of your smile...
Written by P.F.Webster & J.Mandel
julho 14, 2009

Tomb of Omar Khayyam
QUEM FOI OMAR KHAYYAM?
Viveu na Pérsia de 1048 a 1123. Homem de grande cultura e sabedoria: matemático, geómetra, astrónomo e poeta. Foi discípulo de Avicena. Na juventude, escreveu tratados de geometria e álgebra, resolvendo equações de 3º grau.
Conta-se que na sua juventude três companheiros de escola: Nizam Al-Mulk, Hassan Ibn Sabbah e Omar Khayyam fizeram um pacto: o que obtivesse primeiro uma posição de relevo ajudaria os outros. Nizam destacou-se primeiro, como secretário do sultão Alp Arslan. Cumpriu o pacto; deu a Hassan um posto administrativo e atendeu o desejo de Omar: uma pensão vitalícia que lhe permitisse estudar, escrever e levar uma vida sossegada num jardim de delícias terrenas…
Obtida a pensão Omar Khayyam «retira-se para a cidade natal e dedica-se à astronomia, à matemática, à filosofia, à poesia e à amizade, quer dizer ao ócio, tal como Aristóteles entendia a «diagogé»-«ocupação e gozo intelectual e estético como compete ao homem livre».
Mas, Hassan não ficou satisfeito com 'a pouca categoria do cargo' que Nizan lhe deu e rebelou-se, refugiando-se nas montanhas onde desenvolveu uma luta «terrorista» contra as autoridades, originando a terrível seita dos «HASSASSIN» - de onde provém a palavra ocidenta «assassino», dada a técnica do atentado mortal por eles seguida.
Nizam morre assassinado. Os inimigos religiosos de Omar Khayyam sempre o quiseram comprometer como herege e não respeitador dos dogmas da religião muçulmana, tentando ligá-lo a episódios comprometedores.
Na Pérsia Islâmica havia três religiões: o Judaísmo, o Cristianismo e o Zoroastrismo. A cultura de Omar era tocada de todas estas influências a que se sobrepunha uma segura base racional e crítica de origem grega, obtida nos ensinamentos do seu mestre Avicena. Tal cultura torná-lo-ia herético, mas não menos Persa.
A fama ocidental de Omar Khayyam como poeta do vinho é redutora do significado filosófico da sua posição quer como cientista quer como poeta. A sua inquietação poética provém de uma verificação irrecusável: a brevidade da vida humana e a ausência de respostas às perguntas que formula. Daí a valorização de tudo o que possa atenuar o sofrimento ou produzir o prazer. A poesia de Omar Khayyam deve ser lida numa perspectiva em que viver e filosofar têm um só sentido: obter a perenidade do momento que passa:
«Jamais desejei o manto do engano
Mas roubaria por um copo de vinho»
[ Transcrição livre do prefácio de E.M. de Melo e Castro, Rubaiyat, ed. Estampa,1990]
do 14 Juillet,
três hinos
Hino da França (La Marseillaise)
1
Avante, filhos da Pátria,
O dia da Glória chegou.
O estandarte ensangüentado da tirania
Contra nós se levanta.
Ouvis nos campos rugirem
Esses ferozes soldados?
Vêm eles até nós
Degolar nossos filhos, nossas mulheres.
Às armas cidadãos!
Formai vossos batalhões!
Marchemos, marchemos!
Nossa terra do sangue impuro se saciará!
2
O que deseja essa horda de escravos
de traidores, de reis conjurados?
Para quem (são) esses ignóbeis entraves
Esses grilhões há muito tempo preparados? (bis)
Franceses! Para vocês, ah! Que ultraje!
Que élan deve ele suscitar!
Somos nós que se ousa criticar
Sobre voltar à antiga escravidão!
3
Que! Essas multidões estrangeiras
Fariam a lei em nossos lares!
Que! As falanges mercenárias
Arrasariam nossos fiéis guerreiros (bis)
Grande Deus! Por mãos acorrentadas
Nossas frontes sob o jugo se curvariam
E déspotas vis tornar-se-iam
Mestres de nossos destinos!
4
Estremeçam, tiranos! E vocês pérfidos,
Injúria de todos os partidos,
Tremei! Seus projetos parricidas
Vão enfim receber seu preço! (bis)
Somos todos soldados para combatê-los,
Se nossos jovens heróis caem,
A França outros produz
Contra vocês, totalmente prontos para combatê-los!
5
Franceses, em guerreiros magnânimos,
Levem/ carreguem ou suspendam seus tiros!
Poupem essas tristes vítimas,
que contra vocês se armam a contragosto. (bis)
Mas esses déspotas sanguinários
Mas esses cúmplices de Bouillé,
Todos esses tigres que, sem piedade,
Rasgam o seio de suas mães!...
6
Entraremos na batalha
Quando nossos antecessores não mais lá estarão.
Lá encontraremos suas marcas
E o traço de suas virtudes. (bis)
Bem menos ciumentos de suas sepulturas
Teremos o sublime orgulho
De vingá-los ou de segui-los.
7
Amor Sagrado pela Pátria
Conduza, sustente nossos braços vingativos.
Liberdade, querida liberdade
Combata com teus defensores!
Sob nossas bandeiras, que a vitória
Chegue logo às tuas vozes viris!
Que teus inimigos agonizantes
Vejam teu triunfo e nossa glória
Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé.
L'étendard sanglant est levé:
Entendez-vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats!
Ils viennent jusque dans vos bras
Égorger vos fils et vos compagnes.
Aux armes citoyens,
Formez vos bataillons.
Marchons! Marchons!
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons
Que veut cette horde d'esclaves
De traîtres, de rois conjurés?
Pour qui ces ignobles entraves
Ces fers dès longtemps préparés
Ces fers dès longtemps préparés
Français, pour nous, Ah quel outrage
Quel transport il doit exciter!
C'est nous qu'on ose méditer
De rendre à l'antique esclavage
Quoi! Des cohortes étrangères
Feraient la loi dans nos foyers!
Quoi! Ces phalanges mercenaires
Terrasseraient nos fiers guerriers.
Terrasseraient nos fiers guerriers.
Grand Dieu! Par des mains enchaînées
Nos fronts, sous le joug, se ploieraient.
De vils despotes deviendraient
Les maîtres de nos destinées
Tremblez tyrans, et vous perfides
L'opprobe de tous les partis.
Tremblez, vos projets parricides
Vont enfin recevoir leur prix!
Vont enfin recevoir leur prix!
Tout est soldat pour vous combattre.
S'ils tombent nos jeunes héros,
La terre en produit de nouveaux
Contre vous, tous prêts à se battre
Français en guerriers magnanimes
Portez ou retenez vos coups.
Épargnez ces tristes victimes
A regrets s'armant contre nous!
A regrets s'armant contre nous!
Mais ce despote sanguinaire
Mais les complices de Bouillé
Tous les tigres qui sans pitié
Déchirent le sein de leur mère!
Amour Sacré de la Patrie
Conduis, soutiens nos braves vengeurs.
Liberté, Liberté chérie
Combats avec tes défenseurs
Combats avec tes défenseurs
Sous nos drapeaux, que la victoire
Accoure à tes mâles accents
Que tes ennemis expirants
Voient ton triomphe et nous, notre gloire
(« Couplet des enfants »)
Nous entrerons dans la carrière
Quand nos aînés n'y seront plus
Nous y trouverons leur poussière
Et la trace de leur vertus!
Et la trace de leur vertus!
Bien moins jaloux de leur survivre
Que de partager leur cercueil.
Nous aurons le sublime orgueil
De les venger ou de les suivre
Aux armes citoyens,
Formez vos bataillons.
Marchons! Marchons!
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons
A Internacional
De pé, ó vitimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Senhores, patrões, chefes supremos,
Nada esperamos de nenhum!
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair desse antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós diz respeito!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Crime de rico a lei cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que ela o restitua,
O povo só quer o que é seu!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Nós fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasitas deixai o mundo
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Debout , les damnés de la terre
Debout , les forçats de la faim
La raison tonne en son cratère ,
C'est l'éruption de la faim.
Du passé faisons table rase ,
Foule esclave , debout , debout
Le monde va changer de base ,
Nous ne sommes rien , soyons tout.
C'est la lutte finale ;
Groupons nous et demain
L'Internationnale
Sera le genre humain.
Il n'est pas de sauveurs suprêmes
Ni Dieu , ni César , ni Tribun ,
Producteurs , sauvons-nous nous-mêmes
Décrètons le salut commun .
Pour que le voleur rende gorge ,
Pour tirer l'esprit du cachot ,
Souflons nous-même notre force ,
Battons du fer tant qu'il est chaud.
L'Etat comprime et la Loi triche ,
L'impôt saigne le malheureux ;
Nul devoir ne s'impose au riche ;
Le droit du pauvre est un mot creux
C'est assez languir en tutelle ,
L'Egalité veut d'autres lois ;
" Pas de droits sans devoirs , dit-elle
Egaux pas de devoirs sans droits ".
Hideux dans leur apothéose ,
Les rois de la mine et du rail
Ont-ils jamais fait autre chose
Que dévaliser le travail ?
Dans les coffres-forts de la banque
Ce qu'il a crée s'est fondu ,
En décrétant qu'on le lui rende ,
Le peuple ne veut que son dû.
Les rois nous saoûlaient de fumée ,
Paix entre nous , guerre aux Tyrans
Appliquons la grève aux armées ,
Crosse en l'air et rompons les rangs !
S'ils s'obstinent ces cannibales
A faire de nous des héros ,
Ils sauront bientôt que nos balles
Sont pour nos propres généraux.
Ouvriers , paysans , nous sommes
Le grand parti des travailleurs ,
La terre n'appartient qu'aux hommes,
L'oisif ira loger ailleurs .
Combien de nos chairs se repaissent !
Mais si les corbeaux , les vautours ,
Un de ces matins disparaissent ,
Le soleil brillera toujours.
A Portuguesa
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir,
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
julho 13, 2009

Imagem in blog Lazuli
Escuta o que a Sabedoria
Está dizer-te o dia inteiro:
“Nada tens de comum com as plantas,
Que rebrotam quando podadas.”
Nenhum proveito trouxe ao Universo o meu
Nascimento.
Não o mudará na imensidade
Nem no esplendor a minha morte.
Quem me explica
Porque vim a este mundo e hei-de um dia ir-me embora?
Omar Khayyam, Rubaiyat
julho 12, 2009
julho 11, 2009
julho 10, 2009
julho 09, 2009
julho 07, 2009

O que restará amanhã dos escritos dos sábios?
Só o mal que eles disseram dos que os precederam.
Tal é a lei da ciência;
a poesia não conhece semelhante lei,
ela nunca nega o que a precedeu e
nunca é negada pelo que a segue,
ela atravessa os séculos na maior quietude.
É por isso que eu escrevo os meus rubaiyat.
Omar Khayyam, Rubaiyat
julho 06, 2009
julho 05, 2009
julho 04, 2009
julho 03, 2009
julho 02, 2009
julho 01, 2009
junho 30, 2009

Do Fio de Ariadne chegou a este blog experimental o prémio
LEMNISCATA por amável escolha da Ana Paula
cuja distinção me honra e enche a alma
do prazer de existir muito para lá
do ler experimentado deste
modesto blog :)
Eis o texto oficial relativo ao prémio:
O blog Fio de Ariadne
atribuiu o prémio
Lemniscata
ao blog experimental
“O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogs
que demonstram talento, seja nas artes, nas letras,
nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área
e que, com isso, enriquecem a blogosfera
e a vida dos seus leitores."
Sobre o significado de LEMNISCATA: “curva geométrica com
forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos
tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos
é constante.”
Lemniscato: ornado de fitas; Do grego Lemniskos,
do latim, Lemniscu: fita que pendia das coroas
de louro destinadas aos vencedores
(In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora).
Acrescento que o símbolo do infinito é um 8 deitado,
em tudo semelhante a esta fita, que não tem interior
nem exterior, tal como no anel de Möbius,
que se percorre infinitamente.
(Texto da editora de “Pérola da cultura”.)
Do blog da Sol, recolho a menção
de várias curvas resultantes
de várias equações :):
> a Lemniscata de Bernoulli - (x^2 + y^2)^2 = 2a^2 (x^2 - y^2)

> a Lemniscata de Booth - (x^2 + y^2)^2 +4y^2 =4c(x^2 - y^2)

> a Lemniscata de Gerono – x^4 - x^2 + y^2 = 0

De acordo com as regras, este prémio
é para ser atribuído a 7 blogues,
os quais nomeio a seguir:
aluaflutua
Modus vivendi
conversas de xaxa
Recalcitrante
outra Física
Amok-A memória perdida
Bebedeiras de Jazz
junho 29, 2009
junho 28, 2009
junho 27, 2009
omar khayyam
junho 26, 2009
Maria Mercè Marçal, poetisa catalã
gentileza da eli
L'aigua roba gessamins
al cor de la nit morena.
Blanca bugada de sal
pels alts terrats de la pena.
Tu i jo i un bes sense port
com una trena negra.
Tu i jo i un bes sense port
en vaixell sense bandera.
El corb, al fons de l'avenc,
gavines a l'escullera.
Carbó d'amor dins els ulls
com una trena negra.
...
omar khayyam
junho 25, 2009
- Sabias, Sol? :) -
Avisou-me o Alumni,
a Associação dos Antigos Alunos
da Universidade do Porto.

Bons tempos,
uma vida mais serena,
aqui e ali estimulada
pelo Henrique Galvão,
Fídel de Castro, Humberto
Delgado e também Adriano
Moreira e os Estudos Gerais
de Luanda e Lourenço Marques!
Mas, para estudar e estar,
gostava mais do Café Aviz!
:)
junho 24, 2009
junho 23, 2009
junho 22, 2009
junho 20, 2009
junho 19, 2009
in bebedeiras de jazz
Instead of feeling bad
Be glad you got somewhere to go
Instead of feeling sad
Be happy you're not all alone
Instead of feeling low
Get high on everything you love
Instead of wastin' time
Feel good 'bout what you are dreaming of
Instead of trying to win something you never understood
Just play the game you know eventually you will you both look good
It's silly to pretend to have something you don't own
Just let her be a woman and you'll be her man
Instead of feelin' broke
Buck up and get yourself in the black
Instead of losing hope
Touch up the things that feel out of whack
Instead of being old
Be young because you know you are
Instead of feeling cold
Let sunshine into your heart
Instead of acting crazy chasing things that make you mad
Keep your heart ahead, it'll lead you back to what you have
With every step you are closer to the place you need to be
It's up to you to let her love you sweetly
Instead of acting crazy chasing things that make you mad
Just keep your heart ahead, it'll lead you back to what you have
With every step you are closer to the place you need to be
But it's up to you to let her love you sweetly
Instead of feeling bad
Be glad you got someone to love
Instead of feeling sad
Be happy there's a god above
Instead of feeling 'lone
Remember you are never on your own
Instead of feeling sad
Be happy that she's there at home
She's waitin' for by the phone
So be glad she all your own
Get happy...
Watin' for you by the telephone...
Don't get...
Back home,,,
junho 18, 2009
junho 17, 2009

Imagem: pesquisa google
Ainda a propósito
da linha do horizonte
em Fernando Pessoa,
«Linha severa da longínqua costa –
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe, a abstracta linha.»
leiamos a geometria táctil
de Henri Bergson,
in Matéria e Memória:
«À medida que o meu horizonte se alarga,
as imagens que me cercam parecem desenhar-se
sobre um fundo mais uniforme e tornarem-se
indiferentes para mim.
Quanto mais contraio esse horizonte, tanto mais
os objectos que ele circunscreve se escalonam
distintamente de acordo com a maior ou menor
facilidade do meu corpo para tocá-los e movê-los.
Eles devolvem portanto ao meu corpo, como
o faria um espelho, a sua influência eventual;
ordenam-se conforme os poderes crescentes
ou decrescentes do meu corpo. Os objectos
que cercam o meu corpo reflectem a acção
possível do meu corpo sobre eles.»
:)
junho 16, 2009
junho 15, 2009
Infelizmente, não encontrei os versos;
mas desta vez, quase é português o catalão!
:)

MARÍA DEL MAR BONET / NO TROBARÀS LA MAR
post-scriptum:-Será que a canção é em galego!? Hum...
Encontrei a letra:
Si un dia véns a casa,
te mostraré es jardí,
un núvol que tenc al pati
i la flor de gessamí.
No trobaràs la mar,
la mar fa temps que va fugir:
un dia se'n va anar
i em va deixar aquí.
Deixaré sa feina per tu,
ses eines damunt sa taula,
tancaré bé sa finestra
i es vent no em robarà cap paraula.
Trobaràs noves flors
i fruites a la taula,
i una cançó per a tu
que fa temps que tenc guardada.
I més tard, quan te'n vagis,
serà l'hivern cada nit;
jauré en el mateix llit
amb la fredor en els llavis.
junho 14, 2009
junho 12, 2009

«Que mais ainda? Literalmente, o tempo fabrica crianças.
O tempo engendra. Aqui, uma cesura faz uma mossa
na roda sem a deter: os mortos acompanham
e relançam as gerações. Mas, no jogo
supremo que consiste em jogar ao
genitor sem deixar de ser
profundamente criança
não se fala da morte que implicitamente regula a partida. ( )»
junho 11, 2009

Estimo o amante que geme
E suspira de volúpia;
Desprezo, porém, o hipócrita
Que murmura uma oração.
Os sábios não te ensinam nada,
Mas ao acarinhares os longos
Cílios da tua bem-amada
Sentirás a felicidade.
Não te esqueças que tens os dias
Contados.
Assim, compra vinho,
Busca um retiro sossegado
E no vinho a paz, o consolo.
Omar Khayyam, Rubaiyat
junho 10, 2009
Tanto de meu estado me acho incerto
Que em vivo ardor tremendo estou de frio
Sem causa, justamente choro e rio
O mundo todo abraço nada aperto
É tudo quanto sinto um desconcerto
Da alma um fogo me sai, da vista um rio
Agora espero, agora desconfio
Agora desvario, agora acerto
Estando em terra, chego ao céu voando
Numa hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar uma hora
Se me pergunta alguém porque assim ando
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora
luíz vaz de camões































