setembro 10, 2010
setembro 09, 2010
setembro 08, 2010
setembro 07, 2010
setembro 06, 2010

«Au début des années soixante, alors qu’il cherchait
à affiner les méthodes de prévisions, le météorologue
Edward Lorenz s’est aperçu qu’en modifiant
imperceptiblement une variable parmi
d’innombrables autres, le pronostic
changeait du tout au tout…
Il suffit d’une seule différence infime,
et apparemment négligeable, pour que le résultat
du système tout entier s’en trouve bouleversé.
Selon sa formule devenue célèbre, le battement
d’ailes d’un papillon en Chine peut déclencher
une tornade à l’autre bout de la planète.
Cette réaction en chaîne, aujourd’hui connu
sous le nom d’«effet papillon», montre à quel point
le comportement de systèmes complexes à variables
multiples est imprévisible…
Non pas imprévisible pour nous, qui serions trop
ignorants ou obtus, mais imprévisibles de par leur
nature même…
Parce que notre monde est un système particulièrement
complexe, dont l’évolution reste impénétrable, les prédictions
ne seront jamais que des hypothèses plus au moins hasardeuses.
Si l’avenir est imprévisible, c’est qu’il est indéterminé.
À tout moment, le cours des événements peut bifurquer…»
Zygmunt Bauman, ’’Et si… l’avenir, c’était le présent ?’’
in philosophie-magazine, avril 2009
setembro 04, 2010
setembro 03, 2010
~img aqui
«Na origem, tudo é origem.»
Maria Gabriela Llansol, Uma data em cada mão
- Livro de Horas I, Lisboa, Assírio & Alvim, 2010, p. 114
setembro 02, 2010

Img in Blog do Manel
«O que mais desejo é uma grande economia de palavras.»
Maria Gabriela Llansol, Uma data em cada mão
- Livro de Horas I, Lisboa, Assírio & Alvim, 2010, p. 221
setembro 01, 2010
«À noite assisti, na televisão, a um debate sobre o desemprego,
que me apareceu como uma encruzilhada de todos os problemas.
Porque é que trabalhar é uma realidade incontestável? Porque
é que só uma parte da actividade das pessoas é remunerada?
Porque é que há uma hierarfquia no trabalho? Porque é que
se exagerou de tal modo a função da máquina? Porque é
que há uma tão grande diferença de recieitas de indivíduo
para indivíduo? Porque é que o trabalho, na maior parte
dos casos, só ocupa o tempo e garante o ganho, em vez
de ser uma forma de expressão, ou uma paticipação
directa na vida comum?»
Maria Gabriela Llansol, Uma data em cada mão
- Livro de Horas I, Lisboa, Assírio & Alvim, 2010, p. 221
agosto 31, 2010
«Nessa confrontação de um único dia
(medida unitária do tempo) com todos
os dias (medida fragmentada do tempo)
percebeu que o que a cansava e fazia sofrer
era a perda de consciência motivada pelo trabalho.
Ser destinado à morte (de facto, assim era)
necessitava de, já em vida corporal,
mergulhar no sentido eterno.
Por causa da distracção permanente
a que os seus sentidos mais queridos
eram impelidos [no local do trabalho]
[este] transformara-se num lugar de penas,
e raros momentos de reencontro.
As pessoas passavam, passavam desligadas
dessa aragem do cosmos com que se perfumavam,
e as noites caíam sobre dias esmagados
pelos trabalhos no tempo.»
Maria Gabriela Llansol, Uma data em cada mão -
Livro de Horas I, Lisboa, Assírio & Alvim, 2010, p. 137
agosto 30, 2010

Um precioso ensaio sobre a economia portuguesa,
que lembra uma verdade desprezada no marasmo
"democrático": - Não há política, económica, social,
cultural, sem uma estratégia - (preferivelmente)
acertada. Ora, os governos têm seguido listas
de medidas avulsas - tipo "power point"! -
sem qualquer consistência analítica
e causal com os efeitos desejáveis;
como tal, incapazes de induzir
um desenvolvimento
sustentável.
agosto 29, 2010
agosto 28, 2010
E lucevan le stelle
ed olezzava la terra,
stridea l'uscio dell'orto,
e un passo sfiorava la rena...
Entrava ella, fragrante,
mi cadea fra le braccia...
O dolci baci, o languide carezze,
mentr'io fremente
le belle forme disciogliea dai veli!
Svani per sempre
il sogno mio d'amore...
L'ora è fuggita...
E muoio disperato!
E muoio disperato...
E non ho amato mai tanto la vita!
(Puccini, Tosca)
agosto 26, 2010
Pode ser muito ecológico inserir os animais do zoo
em ambientes simulados do seu habitat.
Mas, não mais a visão olhos nos olhos
das feras enjauladas, antes
o espaço vazio com
os animais a dormir
ou simplesmente
ausentes!
Em compensação,
cartazes, desenhos animados
e uma data de infantilidades
tipo walt disney não faltam!
Por outras palavras,
uma "seca", visitar
o Zoo de Lisboa!
agosto 14, 2010
«Porque um dos detalhes característicos da minha atitude espiritual
é que a atenção não deve ser cultivada exageradamente,
e mesmo o sonho deve ser olhado alto,
com uma consciência aristocrática de o estar fazendo existir.
Dar demasiada importância ao sonho
seria dar demasiada importância, afinal,
a uma coisa que se separou de nós próprios,
que se ergueu, conforme pôde,
em realidade,
e que,
por isso,
perdeu o direito absoluto à nossa delicadeza para com ela.»
:)
Bernardo Soares, Livro do Desassossego,
Assírio & Alvim, ed. Richard Zenith,
Lisboa 1998, #199.
julho 28, 2010
«[ ] As virgens da Casa — com ou sem sexo rasgado — evoluem à mi-
nha volta e, quando param, confirmam a exactidão do meu disfarce.
«ah, como é estético um esquilo no homem.»
E as que têm essa devoção sentem a natureza e, em simultâneo,
resguardam as perguntas que hão-de fazer-lhe no interior da vagina.
São apenas umas poucas as mulheres da Casa.
No entanto, valem por muitas.[ ]»
:)
Maria Gabriela Llansol, Os cantores da leitura,
Assírio & Alvim, Lisboa, 2007
julho 19, 2010
El Secreto de Sus Ojos,
de Juan José Campanella,
com a formosa actriz
Soledad Villamil e
Ricardo Darín.
Um belíssimo filme argentino,
uma narrativa segura, num thriller
com suspense, sentimentos contidos
mas fortes e persistentes, numa ideia
bem platónica de que tudo pode deduzir-se
da paixão dominante que singulariza cada vivente... :))
A não perder!
julho 03, 2010
Giuseppe Verdi, La Traviata, Ileana Cotrubas,
Placido Domingo, Carlos Kleiber(maestro)
E Strano - Sempre Libera Lyrics
E strano! E strano!
In core scolpiti ho quegli accenti!
Saria per me sventura un serio amore?
Che risolvi, o turbata anima mia?
Null'uomo ancora t'accendeva…
Oh, gioia
Ch'io non conobbi,
Esser amata amando!
E sdegnarla poss'io
Per l'aride follie del viver mio?
Ah, fors'e lui che l'anima
Solinga ne'tumulti
Godea sovente pingere
De'suoi colom occulti
Lui, che modesto e vigile.
All'egre soglie ascese,
E nuova febbre accese
Destandomi all'amor!
A quell'amor ch'e palpito
Dell'universo intero,
Misterioso, altero
Croce e delizia al cor.
Follie! Delirio vano e questo!
Povera donna, sola, abbandonata
In quest popoloso deserto
Che appellano Parigi
Che spero or piu? Che far degg'io?
Gioire!
Di volutta ne'vortici perir!
Gioir!
Sempre libera deegg'io
Folleggiare di gioia in gioia,
Vo'che scorra il viver mio
Pei sentieri del piacer.
Nasca il giorno, o il giorno muoia
Sempre lieta ne'ritrovi,
A dilettisempre nuovi
Dee volare il mio pensier
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Etrange! L'empreinte de ces accents
Est gravée dans mon coeur.
L'amour vrai serait-il pour moi un malheur?
Que faire, ó mon âme troublée?
Personne encore ne t'a enflammée.
Oh, joie... que je ne connais pas,
Être aimée en aimant!
Pourrai-je dédaigner cette joie
Pour la seule chimère de ma vie?
Ah, se peut-il qu'il soit
Celui que mon âme solitaire,
Dans le tumulte de ses pensées,
Dépeint souvent en contours incertains?
Celui qui, modeste et vigilant,
Franchit le seuil de la malade
Pour l'enflammer d'une nouvelle fièvre
Et l'éveiller à l'amour!
A cet amour qui fait palpiter
L'univers entier,
Mystérieux, altier,
Croix et délices du coeur.
Folie! C'est un délire insensé!
Pauvre femme seule,
Abandonnée dans ce désert populeux
Que l'on appelle Paris,
Que me reste-t-il à espérer? Que dois-je faire?
Jouir des plaisirs,
Périr dans la volupté des tourbillons!
Jouir des plaisirs!
Libre toujours, je veux pouvoir
Voltiger de joie en joie,
Je veux que ma vie s'écoule
Par les sentiers du plaisir.
Que naisse le jour, ou que le jour meure,
Plein de liesse dans les cercles mondains,
Vers des plaisirs toujours nouveaux
Doit s'envoler ma pensée.
