Hoje sinto-me vazia de mim e no afago da espera adivinho o percurso da sereia no oceano de rumores que de meus sonhos, flutuantes, se erguem.
Liberto desenhos, sinais, expulso a voz do peito e espero que sigas meu corpo e o alcances já que eu o não consigo.
De mim a vontade desfaz-se num último lume, precária respiração
Tornei-me nómada e pergunto-me se não estarei agora em ti.
(Ana Sousa, Fragmentos)
janeiro 04, 2008
Schiele denuncio-me, é antiga esta paixão pelos orgânicos búzios verde mar que se escondem no teu umbigo Ana de Sousa, Fragmentos- Livro I, Intensidez, Loulé, 2006, #96 (excerto)