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janeiro 10, 2013


«Mestres especiais encarregavam-se de ensinar essas disciplinas [lógica, retórica, etc.], às vezes por alto preço.

Assim, diz-se que um ateniense pediu a Aristipo que lhe completasse a educação do filho. Aristipo acedeu, mediante mil dracmas.

— Por esse dinheiro — respondeu o pai —, posso obter um escravo.
— É verdade; e até terá dois — respondeu o filósofo:— primeiro, seu filho; segundo, o escravo a quem o confia.»

J.J. Barthélemy, A educação ateniense (1788),
Lisboa, Editorial Inquérito, s/d, p.35

janeiro 06, 2013


«Lísis perguntou um dia como se julga do mérito de um livro. Aristóteles, que estava presente, respondeu:— «Vê-se se o autor diz tudo o que é preciso; se apenas diz o que precisa; se o diz como é preciso.»




J.J. Barthélemy, A educação ateniense (1788),
Lisboa, Editorial Inquérito, s/d, p.34

janeiro 02, 2013


«O pai tem o direito de vida ou de morte sobre os filhos. Quando nascem, colocam-lhos aos pés. Se o pai os toma nos braços, estão salvos. Quando não é bastante rico para os poder educar, ou quando se desespera por não poder corrigir certos vícios de conformação, desvia o olhar. Então, quem lhe apresentou a criança corre a expô-la bem longe ou a tirar-lhe a vida. Em Tebas as leis proibem tão bárbara prática, mas em toda a Grécia a autorizam ou toleram. Alguns filósofos aprovam-na, e outros, contraditados por moralistas mais rígidos, acrescentam que a mãe, quando já sobrecarregada por família numerosa, tem o direito de destruir o ser que traz no ventre.»

J.J. Barthélemy, A educação ateniense (1788),
Lisboa, Editorial Inquérito, s/d, pp.14-5