Ahmad Vakili És luz do coração e tranquilidade da alma Propagas a rebelião e a rebelião apagas. Perguntam-nos: do amigo, qual é a prova? Estar sem a prova do amigo, essa é a prova.
op. cit., # 76
maio 11, 2009
Mahmoud Farshchian A água da juventude não é mais que uma gota de suor do teu rosto Ó Lua, o universo não é mais que um vestígio da cintilação do teu rosto. Eu dizia que queria uma longa noite de luar Esta noite é a noite da tua cabeleira e o luar é o teu rosto
op.cit., # 65
maio 10, 2009
Ahmad Vakili Que nunca fuja do meu olfacto o teu perfume E nunca dos meus olhos se afaste a tua imagem. Por ti, noite e dia, morro de desejo O desejo segue e a vida foge.
Djalal Al-Din Rumi, Rubaiyat, Tradução e introdução de Adelino Ínsua, Ed. Pedra Formosa, Guimarães, 2002, p. 114
maio 09, 2009
Ali Faramarzi Ontem à noite estive ali e comigo essa figura clemente ... Eu era todo súplica e ela toda carícias. Passou a noite e não acabou a nossa história Não tem culpa a noite: a nossa história era longa. op.cit., # 97
maio 08, 2009
Que saibas que o meu amado de todo oculto está Está para além das imagens de toda a imaginação No meu peito é visível como a lua Está misturado com o corpo, como está a alma.
op.cit., # 80
maio 07, 2009
Armond Ayvazian Todos os átomos que estão no ar e no deserto Sabe-lo bem, estão enamorados como nós. E cada átomo, feliz ou desditoso Está aturdido pelo sol do espírito incondicionado.
op.cit., # 17
maio 06, 2009
Eis o texto completo do poema anterior:
EU SOU A VIDA DO MEU AMADO
Que fazer, ó muçulmanos? Pois não me reconheço a mim mesmo. Não sou nem cristão, nem judeu, nem guebro, nem muçulmano; não sou nem do Oriente, nem do Ocidente, nem da terra, nem do mar; não provenho da natureza, nem dos céus em sua revolução. Não sou de terra, nem de água, nem de ar, nem de fogo; não sou do empíreo, nem da poeira; tão-pouco da existência ou do ser. Não sou da Índia, nem da China, da Bulgária ou de Saqseen; não sou do reino do Iraque nem de Khorasan. Não sou deste mundo, nem do outro, nem do paraíso nem do inferno; não sou nem de Adão, nem de Eva, nem do Éden nem de Rizwan. O meu lugar é não ter lugar, o meu rastro é não ter rastro; não sou nem o corpo nem a alma, pois eu sou a vida do meu Amado. Renunciei à dualidade, vi que os dois mundos são um; Um só eu procuro, Um só eu sei, Um só eu vejo, Um só eu chamo. Ele é o primeiro, Ele é o último, Ele é o Manifesto, Ele é o Escondido; não conheço nenhum outro senão “ó Ele” e “ó Ele que é!” Estou inebriado da taça do amor, não quero saber dos dois mundos; não tenho outro fim senão a embriaguez e o êxtase. Se passei um só instante da minha vida sem Ti, desse momento e dessa hora eu me arrependo. Se obtiver neste mundo um único momento contigo, calcarei aos pés os dois mundos, Dançarei em triunfo para todo o sempre. Ó Shams de Tabriz: estou tão ébrio deste mundo que nada mais sei senão embriaguez e arroubos.
Mahnaz Ahmadi
Interessante que esta artista persa, uma mulher bela, justamente evoque a beleza inumana desta paisagem planetária que se avera co-possível e compatível com a nossa existência de viventes humanos...
Emociona-me, o contraste.
:)
Poster persa in Modus Vivendi
«Não sou deste mundo, nem do outro, nem do paraíso nem .............................................................................do inferno; O meu lugar é não ter lugar, o meu rastro é não ter rastro; [...]
Renunciei à dualidade, vi que os dois mundos são um; [...] Estou inebriado da taça do amor, não quero saber dos dois mundos; não tenho outro fim senão a embriaguez e o êxtase. [...]
Se obtiver neste mundo um único momento contigo, calcarei aos pés os dois mundos, Dançarei em triunfo para todo o sempre.»
Djalal Al-Din Rumi, Rubaiyat
maio 05, 2009
Pierre Marcour, Dessin erotique
«Disse à noite: “Como tens fé na Lua A tua fugaz passagem deve-se à sua inconstância”. A noite olhou-me e assim se desculpou: “Que culpa tenho se o amor não acaba?”»
Djalal Al-Din Rumi, Rubaiyat, Trad. e introd. de Adelino Ínsua,
Ed. Pedra Formosa, Guimarães, 2002, # 87
maio 04, 2009
O teu amor devastou a tal ponto o meu coração Que tudo o que lhe é estranho se consumiu. Esquecendo a razão, as lições, os livros Entrega-se à poesia, às odes, aos quartetos. Djalal Al-Din Rumi, Rubaiyat, # 23
abril 30, 2009
Gizella Varga Sinai
Recordo os teus lábios de granada e beijo a pedra Não tendo ao meu alcance aqueles, beijo esta E como a minha mão não chega ao céu No solo me prosterno e beijo a terra.
Djalal Al-Din Rumi, Rubaiyat, # 96
abril 29, 2009
Mohammad Hossein Maher
Se puderes condenar o teu “eu” por um momento A ciência de toda a expansão ser-te-á revelada. Esta imagem invisível que o mundo inteiro busca Admirar-se-á a si mesma no espelho do teu espírito.
Djalal Al-Din Rumi, Rubaiyat, # 43
abril 28, 2009
Maryam Khazaei
Procura a ciência que desate nós Procura-a, antes que a alma te escape. O não existente que parece existente, deixa-o O existente que parece não existente, procura-o.
Não posso arrancar de mim o coração Melhor é deixá-lo no teu amor Porque, se não o deixo no teu amor Que é o coração? De que me serve o coração?
Djalal Al-Din Rumi, Rubaiyat, #101
abril 23, 2009
Manouchehr Motabar
Ó tu, a quem invejam as Formosas deste mundo, quão harmonioso ...........................................................................é o teu rosto! Ó Qibla dos devotos, que bonitas são as tuas sobrancelhas! Despojei-me de todos os meus atributos Para nadar nu na água da tua beleza.
Djalal Al-Din Rumi, Rubaiyat, Tradução e introdução de Adelino Ínsua, Ed. Pedra Formosa, Guimarães, 2002, # 40
fevereiro 24, 2008
Tamara de Lempicka, Portrait of Suzy Solidor, 1933 . Deixei o meu coração no caminho das provas E faço-o correr vinculado a teus passos. O vento trouxe-me hoje o teu perfume E entreguei-lhe o coração em agradecimento.