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novembro 17, 2011



«[ ] Todo o mundo se transformou na aldeia global da informação
simultânea, como o consequente aparecimento de uma engenharia
social que molda uma opinião pública mundializada [ ].
O homem massa transformou-se em audiência,
em consumidor, em vítima potencial
de novas armas de destruição
massiça.

Com a transmissão de dados à velocidade da luz,
com a banalização dos satélites de telecomunicações,
grupos poderosos como Estados tratam a informação.
[ ] São agências globais de informação audiovisual [ ].

[ ]

Não será que a guerra não passa da continuação da política
por outros meios e vice-versa? O comércio como o substituto
da guerra ou aquilo com que se faz o comércio é aquilo com que
se faz a guerra?

Qual a fronteira que separa a informação da propaganda,
a comunicação da acção psicológica? Não será
que a informação-espectáculo do poder
mediático nos faz viver em regime
de realidade virtual?»

Bem Comum dos Portugueses, Jorge Braga de Macedo,
José Adelino Maltez, Mendo Castro Henriques,
Lisboa, Vega, 1999, p.202-3

novembro 15, 2011



»Vivemos num tempo de vertiginosa aceleração dos acontecimentos
globais que a hiperinformação efemeriza. E as lentes utilizadas pelos
analistas do curto prazo, descrevendo, com os mais pormenorizados
zooms das reportagens directas, as árvores da nossa floresta, quando
não a casca ou um pedaço de folha, não nos têm deixado perspectivar
a própria floresta.»

Bem Comum dos Portugueses, Jorge Braga de Macedo,
José Adelino Maltez, Mendo Castro Henriques,
Lisboa, Vega, 1999, p. 199

novembro 11, 2011



«O político português [anos 90], ainda preocupado em demarcar-se dos consensos implícitos ou forçados do tempo da ditadura [Salazar-Caetano], adora reivindicar hoje [1999] aquilo que nem nos «amanhãs que cantam» poderá obter. Esta incultura cívica não é contudo apanágio dos políticos eleitos a nível local e nacional. Pelo contrário, afirmou-se também nas ocupações mais sujeitas à falta de participação e à censura no regime anterior. Estão seguramente nessas condições jornalistas e sindicalistas, classes que mais tempo conseguiram [já não conseguem] uma imagem de abertura e responsabilização democráticas, mantendo contudo práticas corporativas [agora (2011), só prosseguidas por magistrados judiciais, polícias, exército] muito para além do exigido pelas características da transição portuguesa.»

Bem Comum dos Portugueses, Jorge Braga de Macedo,
José Adelino Maltez, Mendo Castro Henriques,
Lisboa, Vega, 1999, p.195

maio 28, 2010



Preferia-a a Alegre, Cavaco e Nobre,
na Presidência da República