Perséfona: — Que nome dás a essa flor?
janeiro 23, 2010
janeiro 22, 2010
janeiro 21, 2010
Amor, hoje teu nome
a meus lábios escapou
como ao pé o último degrau...
Espalhou-se a água da vida
e toda a longa escada
é para recomeçar.
Desbaratei-te, amor, com palavras.
Escuro mel que cheiras
nos diáfanos vasos
sob mil e seiscentos anos de lava -
Hei-de reconhecer-te pelo imortal
silêncio.
Cristina Campo, O Passo do Adeus,
Trad de José Tolentino Mendonça;
Assírio & Alvim
Poema recolhido no blog
A Voz da Romãzeira
a meus lábios escapou
como ao pé o último degrau...
Espalhou-se a água da vida
e toda a longa escada
é para recomeçar.
Desbaratei-te, amor, com palavras.
Escuro mel que cheiras
nos diáfanos vasos
sob mil e seiscentos anos de lava -
Hei-de reconhecer-te pelo imortal
silêncio.
Cristina Campo, O Passo do Adeus,
Trad de José Tolentino Mendonça;
Assírio & Alvim
Poema recolhido no blog
A Voz da Romãzeira
os mistérios de eleusis xxxix

Eros: — Eu que transformo e uno todas as coisas,
que faço do pequeno a imagem do grande,
do profundo o espelho do céu,
eu que misturo o céu e o inferno sobre a terra,
que lavro todas as formas do oceano profundo,
fiz renascer a tua estrela do abismo na forma
de uma flor, para que a possas tocar, colher e aspirar.
janeiro 20, 2010
os mistérios de eleusis xxxviii
Perséfona: — Oh! que flor admirável! Faz tremer
e surgir no meu coração uma recordação divina…
Às vezes, adormecida no cume de um astro amado,
que doura um poente eterno, no meu sonho,
vejo, sobre a púrpura do horizonte,
flutuar uma estrela de prata
no seio róseo do céu verde pálido.
Parecia-me então que seria o facho do esposo imortal,
promessa dos Deuses, do divino Dionisos.
Mas a estrela caía, caía … e o facho apagava-se ao longe.
— Essa flor maravilhosa parece-se com essa estrela.
janeiro 19, 2010
janeiro 18, 2010
janeiro 17, 2010
«O Tratado da Reforma do Entendimento que aqui te oferecemos inacabado, benévolo leitor, foi escrito pelo autor, já lá vão muitos anos. Sempre esteve na sua tenção terminá-lo: porém, impedido por outras ocupações e, por fim, arrebatado pela morte, não o pode levar ao fim desejado. Todavia, porque contém muitas coisas belas e úteis, que serão — não duvidamos — de grande interesse para quem perscruta a verdade não quisemos privar-te delas. Além disso, para não te ser difícil desculpar o muito de obscuro, mal acabado e deselegante que aqui e acolá se encontra, e para não o ignorares, quisemos deixar-te esta Advertência. Adeus.»
(Prefácio dos editores)
(Prefácio dos editores)
os mistérios de eleusis xxxv
janeiro 16, 2010
janeiro 15, 2010
os mistérios de eleusis xxxiii
janeiro 14, 2010
os mistérios de eleusis xxxii
janeiro 13, 2010
os mistérios de eleusis xxxi
janeiro 12, 2010
janeiro 11, 2010
os mistérios de eleusis xxix
janeiro 10, 2010
janeiro 09, 2010
os mistérios de eleusis xxvii
janeiro 08, 2010
os mistérios de eleusis xxvi
Perséfona (volta a sentar-se): — Dizem que és manhoso
e o teu rosto é a própria inocência; dizem-te todo
poderoso e pareces um frágil adolescente;
dizem-te traiçoeiro, e quanto mais
te olho nos olhos, mais o meu
coração desabrocha,
e mais confiança sinto por ti,
belo jovem alegre. Dizem que és sábio
e hábil. Podes ajudar-me a bordar este véu?
+Isabel+Lhano+pressagio.jpg)








