fevereiro 27, 2012

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Livro de Ester, 6, 12-14

Mardoqueu voltou para a porta do palácio, e Aman retirou-se a toda a pressa para sua casa, chorando e com a cabeça coberta (em sinal de dor). Contou a Zarés, sua mulher, e aos amigos tudo o que lhe tinha acontecido. Os sábios, com quem ele se aconselhava, e sua mulher responderam-lhe: Se este Mardoqueu, diante do qual tu começas a cair, é da linhagem dos Judeus, tu não lhe poderás resistir, mas cairás diante dele. Enquanto eles ainda falavam, chegaram os eunucos do rei, e obrigaram-no a ir à pressa ao banquete que a rainha tinha preparado. (6, 12—14)

Bíblia Sagrada, Antigo Testamento
, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis

«Se este Mardoqueu, diante do qual tu começas a cair,
é da linhagem dos Judeus, tu não lhe poderás resistir,
mas cairás diante dele.»

fevereiro 26, 2012

Livro de Ester, 6, 3-11

O rei passou aquela noite sem dormir, e mandou que lhe trouxessem o livro dos Anais, as Crónicas. Quando se fazia a leitura, diante dele, chegou-se áquele lugar onde estava escrito como Mardoqueu tinha descoberto a conjuração dos eunucos Bagatan e Tares, que tinham querido assassinar o rei Assuero. (6, 1—2)

Tendo ouvido isto, o rei disse: Que honra e que recompensa recebeu Mardoqueu por tanta fidelidade? Os seus servos e ministros disseram-lhe: Não recebeu nenhuma recompensa. O rei imediatamente disse: Quem está na antecâmara? Ora Aman tinha entrado no átrio interior da casa real, para sugerir ao rei que mandasse pôr Mardoqueu no patíbulo, que lhe tinha preparado. Os criados responderam: Aman está na antecâmara. O rei disse: Que entre. (6, 3—5)

Tendo entrado Aman, o rei disse-lhe: Que deve fazer-se áquele homem, a quem o rei deseja honrar? Aman, pensando no seu coração que o rei nenhum outro queria honrar senão a ele, respondeu: O homem, a quem o rei deseja honrar, deve tomar vestes reais, montar sobre um cavalo dos que o rei monta, levar sobre a sua cabeça um diadema real; o primeiro dos príncipes do rei leve pelas rédeas o seu cavalo e, indo pela praça da cidade, diga em voz alta: Assim é que será honrado todo aquele a quem o rei quiser honrar. (6, 6—9)

O rei disse-lhe: Vai depressa, toma o manto real e o cavalo, e faz tudo o que disseste ao judeu Mardoqueu, que está sentado diante da porta do palácio. Vê, não omitas coisa alguma das que disseste. Tomou, pois, Aman o manto real e o cavalo, ia adiante e clamava: É digno desta honra aquele a quem o rei quiser honrar (6, 10—11)

Bíblia Sagrada, Antigo Trestamento, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis

Jean-François de TROY, Le Triomphe de Mardochée, 1739
«É digno desta honra aquele a quem o rei quiser honrar»

fevereiro 25, 2012

Livro de Ester, 5, 7-14

Ester respondeu-lhe: A minha petição e os meus rogos são estes: Se alcancei graça diante do rei, se ao rei lhe apraz conceder-me o que peço e satisfazer a minha petição, venha o rei e Aman a banquete que lhes tenho preparado, e amanhã declararei ao rei a minha vontade. (5, 7—8)

Saiu, pois, Aman naquele dia alegre e contente. Mas tendo visto Mardoqueu sentado diante da porta do palácio, que não só não se tinha levantado para o cortejar, senão que nem sequer se tinha movido do seu assento, irritou-se em extremo. Dissimulando a ira, voltou para sua casa, convocou os seus amigos e Zarés, sua mulher, (5, 9—10)

Depois disse: A rainha Ester a nenhum outro chamou para o banquete com o rei, senão a mim, e amanhã tenho de me sentar também à sua mesa com o rei. Todavia, embora tenha tudo isto, nada me parece ter, enquanto vir o judeu Mardoqueu sentado diante das portas do palácio. (5, 12—13)

Zarés, sua mulher, e os outros responderam-lhe: Manda levantar uma grande viga de cinquenta côvados de altura, e diz amanhã, de manhã, ao rei que mande dependurar nela Mardoqueu. Assim irás alegre para o banquete com o rei. Agradou-lhe o conselho, e mandou que se preparasse o madeiro. (5, 14)


Bíblia Sagrada, Antigo Trestamento, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis

«Manda levantar uma grande viga de cinquenta
côvados de altura, e diz amanhã de manhã ao
rei que mande dependurar nela Mardoqueu.»

fevereiro 24, 2012

Livro de Ester, 5, 1—3

Ao terceiro dia Ester tomou os vestidos reais e apresentou-se no átrio interior do palácio real, defronte da câmara do rei. [ ] Tendo visto a rainha Ester de pé, olhou-a com agrado e estendeu para ela o ceptro de ouro, que tinha na mão. [ ] O rei disse-lhe: Que queres tu, rainha Ester? Que petição é a tua? Ainda que me peças metade do reino, te será dada. (5, 1—3)


Bíblia Sagrada, Antigo Trestamento, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis

«… e apresentou-se no átrio interior do palácio real,
defronte da câmara do rei.»

fevereiro 19, 2012

Livro de Ester, 4, 15-16

De novo mandou Ester dizer a Mardoqueu estas palavras: Vai e junta todos os Judeus, que achares em Susa, e orai todos por mim. Não comais nem bebais durante três dias e três noites, e eu jejuarei da mesma sorte com as minhas servas; depois disto irei ter com o rei, embora contra a lei, sem ser chamada; se dever morrer, morrerei. (4, 15—16)


Bíblia Sagrada, Antigo Trestamento, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis

«depois disto irei ter com o rei, [ ] sem ser chamada;
se dever morrer,
morrerei»

fevereiro 18, 2012

Livro de Ester, 4-1; 3; 4-8; 9-14

Mardoqueu, tendo sabido isto, rasgou as suas vestes, vestiu-se de saco, cobrindo a cabeça de cinza; depois percorreu a cidade, soltando grandes gritos de dor. (4, 1)

Em todas as províncias, cidades e lugares [ ] era grande a consternação entre os Judeus: jejuavam, choravam, lamentavam-se, utilizando, muitos deles, para seu leito, saco e cinza. (4, 3)

As criadas de Ester e os eunucos entraram a dar-lhe a notícia (do que Mardoqueu fazia). [ ] Ester, chamando o eunuco Atac, [ ], mandou-lhe que fosse ter com Mardoqueu [ ] Este [ ] Deu-lhe [ ] uma cópia do edito, que estava afixado em Susa, respeitante à sua exterminação, e para a exortar a que fosse apresentar-se ao rei e intercedesse pelo seu povo, (4, 4—8)

Atac veio referir a Ester tudo o que Mardoqueu lhe tinha dito. Ela ordenou-lhe que dissesse a mardoqueu: Todos os servos do rei e todas as províncias que estão debaixo do seu domínio sabem que se alguém, homem ou mulher, entrar, sem ser chamado, na câmara do rei, no mesmo ponto, sem remissão alguma, é morto, excepto se o rei estender para ele o seu ceptro de ouro, em sinal de clemência, e lhe salvar assim a vida. Como poderei eu, pois, ir ter com o rei, quando já já trinta dias que ele me não chama para junto de si?
(4, 9—11)

Mardoqueu, tendo ouvido isto, mandou novamente dizer a Ester: Não te persuadas que, por estares na casa do rei, escaparás à morte, tu só, entre todos os Judeus; com efeito, se tu agora te calares, por outro caminho se salvarão os Judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis. E quem sabe se porventura foste elevada a rainha, para que estivesses pronta em tal conjuntura?
(4, 12—14)


Bíblia Sagrada, Antigo Trestamento, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis

Esther and Mordecai, Aert de Gelder, 1685
«Não te persuadas que, por estares na casa do rei,
escaparás à morte, tu só, entre todos os Judeus»

fevereiro 17, 2012

Livro de Ester, 3, 5-6; 8-11

Aman ao ver que Mardoqueu não dobrava os joelhos nem se prostrava diante dele concebeu grande ira; porém [ ], porque tinha ouvido dizer que era judeu de nação, quis antes acabar com todo o povo de (que era filho) Mardoqueu, com todos os judeus que viviam no reino de Assuero.
(3, 5—6)

Então Aman disse ao rei Assuero: Há um povo disperso por todas as províncias do teu reino, que vive separado de todos os outros, que pratica novas leis e cerimónias, e que, além disso, despreza as ordens do rei. Não é do interesse do rei deixar essa gente em sossego. Se te apraz, ordena a sua perda, e eu pesarei aos tesoureiros do teu erário dez mil talentos (provenientes da confiscação dos bens dos judeus). Então o rei tirou do seu dedo o anel que costumava trazer, e deu-o a Aman, filho de Amadati, da linhagem de Agag, inimigo dos Judeus, e disse-lhe: O dinheiro que prometes seja teu, e relativamente ao povo faz o que quiseres. (3, 8—11)


Bíblia Sagrada, Antigo Trestamento, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis

«Então Aman disse ao rei Assuero: Há um povo disperso
por todas as províncias do teu reino, que vive separado
de todos os outros, que pratica novas leis e cerimónias,
e que, além disso, despreza as ordens do rei.»

fevereiro 16, 2012

Livro de Ester, 2, 21-23; 3, 1-2

Naquele tempo, pois, em que Mardoqueu estava à porta do rei, mostraram-se mal contentes [ ] dois eunucos do rei, que eram porteiros, [ ] e intentaram levantar-se contra o rei e matá-lo. Isto foi sabido por Mardoqueu, o qual imediatamente deu parte à rainha Ester, e ela ao rei em nome de Mardoqueu [ ].Fizeram-se as as investigações, e averiguou-se ser verdade; ambos foram pendurados numa forca. [ ] (2, 21—23)

Depois destes acontecimentos, o rei Assuero exaltou Aman, filho de Amadati, que era da linhagem de Agag, e pôs o seu assento sobre todos os grandes que o cercavam. Todos os servos do rei, que estavam à porta do palácio dobravam os joelhos, prostravam-se diante de Aman, porque assim lhes tinha ordenado o imperador; só Mardoqueu não dobrava os joelhos nem se prostrava diante dele (por considerar isto um acto de idolatria). (3, 1—2)



Bíblia Sagrada, Antigo Trestamento, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis

Jean-François de TROY, Le Dédain de Mardochée envers Aman 1740
«só Mardoqueu não dobrava os joelhos nem se prostrava diante dele»

fevereiro 15, 2012

Livro de Ester, 2, 10-17

Ester não lhe quis descobrir de que terra, nem de que nação era, porque Mardoqueu tinha-lhe ordenado que guardasse nisso um grande segredo. (2, 10)

Passado, pois, um certo tempo, estava já próximo o dia em que devia ser apresentada ao rei Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu, a qual este tinha adoptado por filha. (2, 15)

Foi, pois, levada à câmara do rei Assuero no décimo mês, chamado Tebet, no sétimo ano do seu reinado. O rei amou-a mais do que a todas as outras mulheres, e ela achou graça e favor diante dele, mais que todas as mulheres; pôs-lhe sobre a cabeça a coroa real e constituiu-a rainha no lugar de Vasti. (2, 16—17)

Bíblia Sagrada, Antigo Trestamento, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis

«O rei amou-a mais do que a todas as outras mulheres,
e ela achou graça e favor diante dele»

fevereiro 14, 2012

Livro de Ester, 2, 1-9

Passadas assim estas, quando a ira do rei estava já aplacada, lembrou-se ele de Vasti, do que ela tinha feito e do que tinha sofrido (2, 1)

Então os servos do rei e os seus ministros disseram: enviem-se por todas as províncias pessoas, que escolham donzelas formosas e virgens [ ] e tragam-nas à cidade de Susa; ponham-se na casa das mulheres, sob o cuidado do eunuco Egeu, que está encarregado de guardar as mulheres do rei, e aprontem-se-lhe todos os seus atavios e tudo o necessário para o seu uso. Aquela que entre todas mais agradar aos olhos do rei, essa será rainha em lugar de Vasti. Agradou este parecer ao rei, e mandou-lhes que fizessem conforme tinham aconselhado. (2, 2—4)

Havia na cidade de Susa um homem judeu, chamado Mardoqueu, filho de Jair [ ], da linhagem de Benjamim, o qual tinha sido deportado de Jerusalém naquele tempo em que Nabucodonosor, rei da Babilónia, tinha feito levar para esta cidade a Jeconias, rei de Judá. Tinha ele criado Edissa, filha de seu irmão, chamada por outro nome Ester, órfã de pai e mãe; era em extremo formosa e de aspecto gracioso. Depois do falecimento de seu pai e sua mãe, Mardoqueu tinha-a adoptado por filha. (2, 5—7)

Tendo-se, pois, publicado por toda a parte o mandato do rei, e levando-se a Susa, segundo a sua ordem, muitas donzelas formosíssimas [ ], levaram-lhe também Ester entre as outras donzelas, para ser guardada com as mulheres. Ela agradou-lhe e achou graça aos seus olhos. Ele apressou-se a dar-lhe o necessário ao seu adorno e subsistência, assim como sete donzelas das de melhor parecer da casa do rei (para a servirem), e mandou-a com elas para o melhor aposento da casa das mulheres. (2, 8—9)





Bíblia Sagrada, Antigo Trestamento, vol. II,
Versão segundo os textos originais, pelo
Padre Matos Soares, Tipografia Alberto de Oliveira, Lda.,
Imprimatur Portucale, die 7 Octubris 1955,
Antonius, Ep. Portucalensis