
Antoine Wiertz, Deux jeunes filles—La Belle Rosine (1847)
«[ ] se, no quadro de Antoine Wiertz, eu me preocupasse apenas em saber quem era Rosina, e por que razão ela se encontrava, seminua, em frente de um esqueleto, desceria ao anedótico em que o universal se perde. Assim, na perspectiva da Arte, o que importa é esse jogo de espelhos em que a mulher de corpo perfeito tem, subitamente, uma imagem do seu destino mortal; e cada um de nós poderá pensar na efemeridade da beleza, e na fugacidade daquilo que consideramos perfeito.»
Nuno Júdice, O Anjo da Tempestade,
Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2009;
pp. 88-89; 91-92; 122.














